De volt' A Percepção, apetece-me partilhar estes minutos de Walter Hugo, já que ando a lê-lo e a ouvi-lo.
Walter Hugo Mãe, ou como me apetece baptizá-lo A Máquina de Escrever Palavras.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Walter Hugo Mãe
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
A nossa percepção do tempo
Nicholas Carr, finalista do Pulitzer, tem sido um crítico dos efeitos da Internet no nosso cérebro. Diz que a velocidade e bombardeamento de informação constante estão a fazer-nos perder a capacidade de concentração e a tornar-nos menos reflexivos.
O livro de Nicholas Carr The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains, foi finalista dos prémios Pulitzer de não-ficção. Como o título indica, centra-se no impacto da Internet no nosso cérebro e nos efeitos perversos do seu lado distractivo, errático e rápido.
Este é um tema a que se tem dedicado e que o levou a escrever um ensaio amplamente divulgado no meio, Is Google making us stupid? (pode ler-se na edição online da revista The Atlantic), onde relata a sua experiência de leitura pós-Internet e os efeitos na memória e concentração. Autor ainda de The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google (2008) e de Does IT Matter? (2004), tem debatido o seu ponto de vista em várias universidades pelo mundo.
O livro de Nicholas Carr The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains, foi finalista dos prémios Pulitzer de não-ficção. Como o título indica, centra-se no impacto da Internet no nosso cérebro e nos efeitos perversos do seu lado distractivo, errático e rápido.
Este é um tema a que se tem dedicado e que o levou a escrever um ensaio amplamente divulgado no meio, Is Google making us stupid? (pode ler-se na edição online da revista The Atlantic), onde relata a sua experiência de leitura pós-Internet e os efeitos na memória e concentração. Autor ainda de The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google (2008) e de Does IT Matter? (2004), tem debatido o seu ponto de vista em várias universidades pelo mundo.
sábado, 24 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
O voo da Porca
Inspirado no Triunfo dos Porcos, de George Orwell, Roger Waters concebeu o álbum "Animals" (1977) como uma alegoria da sociedade humana, dividida em três espécies animais: os "porcos" (os falsos moralistas, tiranos e arrogantes); os "cães" (os ambiciosos sem escrúpulos) e os "carneiros" (a grande maioria que nada questiona e tudo suporta de modo complacente).
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Futebol Clube do Porto
O Futebol Clube do Porto é, neste momento, a única equipa invicta da europa e apetece-me esta dedicatória. Viva o Porto!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Ao meu pai
Ao meu pai, que há cinco anos partiu neste dia de todos os santos, deixo a voz de Mario Lanza, que ele tanto apreciava.
Saudades, pai, do som da agulha nos teus long play e de ouvir contigo.
Saudades, pai, do som da agulha nos teus long play e de ouvir contigo.
sábado, 27 de outubro de 2012
Quatro luzes amarelas
Handset no ecrã
Vermeer encarnado
Busto de Chopin
Café encorpado
Ornatos de borboleta
Bombon giver
Coração de atleta
Tronco de ácer
Texto de Pedro Correia sobre coisa nenhuma
Vermeer encarnado
Busto de Chopin
Café encorpado
Ornatos de borboleta
Bombon giver
Coração de atleta
Tronco de ácer
Texto de Pedro Correia sobre coisa nenhuma
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A velocidade de um corpo é transferida a outro idêntico
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Pintura em movimento
O Moinho e a Cruz, de Lech Majewski.
domingo, 21 de outubro de 2012
Os meus filmes # The Night Porter
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
da Arte
Para dar e baralhar
Deitar fogo ao modelo.
Vender a alma ao diabo.
Lançar-se nas águas do seu próprio reflexo.
Resistir ao afogamento.
Seguir vestígios.
Caçar e ser caçado.
Devorar a caça.
Brilhar daquilo por que se é devorado.
Ser um mentiroso, um actor, um fingidor.
Ser o único vivo na terra dos mortos.
Pagar mal as contas, isto é, delapidar.
Manter-se um pedinte.
Perder-se na alta floresta.
que porque morro...
Cito Maria Filomena Molder, para quem estas são formas de obscuridade – a lista é incompleta, com todas as consequências – imanentes à arte, à poesia, à música, que parecem tornar muito problemática a sua relação com a cultura, quando esta se converte em produção industrial.
Ao lê-la aqui de onde estou (em casa sentado na minha poltrona) pergunto-me assim sobre o cinema actual, o que há de canibalismo na indústria?
Antes de morrer, Éric Rohmer disse que o Cinema estava morto.
Quem acredita
Na Ressureição
Feche os olhos
Levante o braço
Diga Eu
Ou Peça
Para Ver
Tocar na ferida.
Deitar fogo ao modelo.
Vender a alma ao diabo.
Lançar-se nas águas do seu próprio reflexo.
Resistir ao afogamento.
Seguir vestígios.
Caçar e ser caçado.
Devorar a caça.
Brilhar daquilo por que se é devorado.
Ser um mentiroso, um actor, um fingidor.
Ser o único vivo na terra dos mortos.
Pagar mal as contas, isto é, delapidar.
Manter-se um pedinte.
Perder-se na alta floresta.
que porque morro...
Cito Maria Filomena Molder, para quem estas são formas de obscuridade – a lista é incompleta, com todas as consequências – imanentes à arte, à poesia, à música, que parecem tornar muito problemática a sua relação com a cultura, quando esta se converte em produção industrial.
Ao lê-la aqui de onde estou (em casa sentado na minha poltrona) pergunto-me assim sobre o cinema actual, o que há de canibalismo na indústria?
Antes de morrer, Éric Rohmer disse que o Cinema estava morto.
Quem acredita
Na Ressureição
Feche os olhos
Levante o braço
Diga Eu
Ou Peça
Para Ver
Tocar na ferida.
sábado, 13 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Oswald
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Os meus filmes # Jean de Florette
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Desvi(ante)
Paisagem viajante
Por mim passam postes desfocados
Bocados de coisas anónimas
Como ante o tempo lento
Assim eterno indagante
Texto de Pedro Correia, a propósito de "In a landscape" de John Cage
Por mim passam postes desfocados
Bocados de coisas anónimas
Como ante o tempo lento
Assim eterno indagante
Texto de Pedro Correia, a propósito de "In a landscape" de John Cage
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
da Cunha
Celebra-se também hoje a independência de Portugal obtida no ano 1143 e por causa disso tornava-se também português o meu medieval (nãoseiquantos)avô paterno, D. Paio Guterres da Cunha.
Filho de Dom Guterre (Gut Herr - Bom Senhor), que, oriundo da Gasconha e amigo do conde Henrique de Borgonha, viria à procura de novas oportunidades, Dom Paio, havia de tornar-se cavaleiro próximo do futuro rei Afonso. E graças às suas ideias, não se tem bem a certeza, se para trepar muros intransponíveis ou se para não deixar que o estandarte e armas de Cristo caíssem por terra, assim ficámos para todo o sempre Cunha(dos).
E para sempre também a memória gravada no túmulo de meu pai, Osvaldo da Cunha Correia, nobre cavaleiro da minha alma.
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Árvore Genealógica,
Cultura Portuguesa,
História de Portugal
sábado, 29 de setembro de 2012
Samuel helps Obama
O vídeo é feito num registo cómico, mas o contexto é sério. Com a recente queda do candidato republicano, Mitt Romney, nas sondagens, os democratas receiam que os eleitores de Obama relaxem, pensem que a vitória é certa e que não percam o seu tempo para votar.
Vai daí alguém se lembrou de pedir uma ajudinha a Samuel Jackson.
Vai daí alguém se lembrou de pedir uma ajudinha a Samuel Jackson.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Sweet polaroids of youth
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
A Canção da Fome
Prezado senhor e rei,
Sabes a notícia grada?
Segunda comemos pouco,
Terça não comemos nada.
Quarta sofremos miséria,
E quinta passámos fome;
Na sexta quase nos fomos -
Não se aguenta quem não come!
Por isso vê se no sábado
Mandas cozer o pãozinho,
Senão no domingo, ó rei,
Vamos comer-te inteirinho!
Georg Weerth (1822-1856)
Tradução: João Barrento
Sabes a notícia grada?
Segunda comemos pouco,
Terça não comemos nada.
Quarta sofremos miséria,
E quinta passámos fome;
Na sexta quase nos fomos -
Não se aguenta quem não come!
Por isso vê se no sábado
Mandas cozer o pãozinho,
Senão no domingo, ó rei,
Vamos comer-te inteirinho!
Georg Weerth (1822-1856)
Tradução: João Barrento
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Excepto para quem o faz
sábado, 8 de setembro de 2012
Sermão do Bom Ladrão
“Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas. Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo. Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam.”
Padre António Vieira, Sermão do Bom Ladrão
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