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domingo, 15 de janeiro de 2012

sábado, 13 de agosto de 2011

H.G.Wells

Hoje assinalam-se 65 anos da morte de H.G.Wells, considerado um dos fundadores da ficção científica.

H.G.Wells nas filmagens de Things to Come (1936).

domingo, 17 de julho de 2011

Hardboiled Detective

Neste dia, há 6 anos, morria Mickey Spillane, escritor norte-americano de policiais, um dos mestres da chamada pulp fiction. Spillane também foi piloto de combate na 2ª Guerra, instrutor de voo, escritor de BD e actor - tendo chegado inclusive a representar o seu próprio herói literário - Mike Hammer - no filme The Girl Hunters (1963).
Deixo aqui um clip de Mike Hammer, representado por Darren McGavin, na série televisiva dos anos 50, bastante mais interessante, na minha opinião, do que aquela protagonizada por Stacey Keach, nos anos 80.




sexta-feira, 1 de julho de 2011

A romântica rebelde

Aurore Dupin, mais conhecida por George Sand, nasceu neste dia, há 207 anos, em Paris. Aclamada por nomes como Balzac, Flaubert ou Lizst, esta mulher das letras procurou sempre viver livre das rígidas convenções sociais da sua época. O seu comportamento e as suas produções literárias e ensaísticas geravam controvérsia. É por demais conhecido o escândalo que causava ao percorrer as ruas de Paris vestida como um homem e a fumar em público.
"Não consigo expressar o prazer que me davam as minhas botas. Com aquelas solas revestidas a ferro, sentia-me firme a andar pelas ruas e corri Paris de uma ponta a outra. Dava-me a sensação de que poderia dar a volta ao mundo. Com aquelas roupas não temia absolutamente nada." -  (em Histoire de Ma Vie).
A sua agitada vida sentimental - ficaram célebres as suas ligações com Alfred de Musset e Frederic Chopin, entre outros - foi condenada pela sociedade. Baudelaire dizia dela: "o facto de haver homens capazes de se apaixonarem por esta prostituta só prova a decadência dos homens desta geração."
De temperamento livre e independente, George Sand escreveu aos seus críticos: "Um dia o mundo compreender-me-á. Mas se esse dia não chegar, não importa. Terei aberto o caminho para outras mulheres."

terça-feira, 21 de junho de 2011

O existencialista

No dia 21 de Junho, em 1905, nascia o filósofo, escritor e crítico francês Jean-Paul Sartre.

























"O homem não é nada mais do que aquilo que faz de si próprio."

sábado, 18 de junho de 2011

pequenas memórias

de José Saramago (16 de Novembro 1922 - 18 de Junho 2010)

(...) No lado direito do mesmo andar (ainda não saímos da Rua Padre Sena Freitas) morava uma família composta de marido e mulher, mais o filho de ambos. Ele era pintor numa fábrica de cerâmica, a Viúva Lamego, ali ao Intendente. A mulher era espanhola, não sei de que parte de Espanha, chamava-se Carmen, e o filho, um garotito loiro, teria, por esta altura, uns três anos (é assim que eu o recordo, como se nunca tivesse crescido durante o tempo que ali vivemos). Éramos bons amigos, esse pintor e eu, o que deverá parecer surpreendente, uma vez que se tratava de um adulto, com uma profissão fora do comum no meu minúsculo mundo de relações, enquanto eu não passava de um adolescente desajeitado, cheio de dúvidas e certezas, mas tão pouco consciente de umas como das outras. O apelido dele era Chaves, do nome próprio não me lembro, ou nunca o cheguei a saber, para mim foi sempre, e apenas, o Senhor Chaves. Para adiantar trabalho ou talvez para cobrar horas extraordinárias, ele fazia serão em casa, e era nessas alturas que eu o ia visitar. (...) Eu gostava de o ver pintar os barros, cobertos de vidrado por fundir, com uma tinta quase cinzenta que, depois da cozedura, se transformaria no conhecido tom azul deste tipo de cerâmica. Enquanto as flores, as volutas, os arabescos, os encordoados iam aparecendo sob os pincéis, conversávamos. (...) um dia levei-lhe uma quadra ao jeito popular que ele pintou num pratinho em forma de coração e cuja destinatária seria a Ilda Reis, a quem começara a namorar. Se a memória não me falha, terá sido esta a minha primeira "composição poética", um tanto tardia, diga-se em abono da verdade, se pensarmos que eu ia a caminho dos dezoito anos, se não os havia cumprido já. Fui felicitadíssimo pelo amigo Chaves, que era de opinião que deveria apresentar-me a uns jogos florais, esses deliciosos certames poéticos, então muito em voga, que só a ingenuidade salvava do ridículo. O produto do meu estro rezava assim: "Cautela, que ningúem ouça / O segredo que te digo: / Dou-te um coração de louça / Porque o meu anda contigo." Reconheça-se que eu teria merecido, pelo menos, a violeta de prata... (...)

José Saramago, As Pequenas Memórias, Caminho, 2006 (texto com supressões)