domingo, 18 de setembro de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Lacrimosa
Lacrimosa de Zbigniew Preisner com imagens do filme "A Árvore da Vida" de Terrence Malick
sábado, 13 de agosto de 2011
H.G.Wells
Hoje assinalam-se 65 anos da morte de H.G.Wells, considerado um dos fundadores da ficção científica.
H.G.Wells nas filmagens de Things to Come (1936).
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Engenho e Arte
Em havendo olhos maus, não há obras boas.
Padre António Vieira
Les trois inventeurs, de Michel Ocelot, 1980
Padre António Vieira
Les trois inventeurs, de Michel Ocelot, 1980
sexta-feira, 22 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Manias!
Para assinalar os 125 anos da morte de Cesário Verde:
Manias!
O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.
Eu sei um bom rapaz, -- hoje uma ossada, --
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.
Aos domingos a deia já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,
Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!
Manias!
O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.
Eu sei um bom rapaz, -- hoje uma ossada, --
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.
Aos domingos a deia já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,
Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!
domingo, 17 de julho de 2011
Hardboiled Detective
Neste dia, há 6 anos, morria Mickey Spillane, escritor norte-americano de policiais, um dos mestres da chamada pulp fiction. Spillane também foi piloto de combate na 2ª Guerra, instrutor de voo, escritor de BD e actor - tendo chegado inclusive a representar o seu próprio herói literário - Mike Hammer - no filme The Girl Hunters (1963).
Deixo aqui um clip de Mike Hammer, representado por Darren McGavin, na série televisiva dos anos 50, bastante mais interessante, na minha opinião, do que aquela protagonizada por Stacey Keach, nos anos 80.
sábado, 16 de julho de 2011
Rock Bottom Riser
sexta-feira, 8 de julho de 2011
30 minutos ou 30 segundos?
Recentemente li um artigo muito interessante no Daily Mail. Versava sobre uma experiência feita no Tate Britain para apurar quais as obras de arte que mais despertavam a atenção do público. Este museu londrino detém uma colecção de arte bastante abrangente, que vai desde o século XVI até à actualidade, e isso tornou-o no palco ideal para um estudo dos padrões de observação dos visitantes - em particular quais as obras que prendiam a sua atenção durante mais tempo.
E estas foram as conclusões: as pessoas gastavam, em média, 5 segundos em frente de obras de artistas contemporâneos conceituados como Damien Hirst ou Tracey Emin, em contraste com vários minutos passados a visionar a arte mais tradicional, de séculos idos. Ophelia, de Millais, foi o quadro que obteve a observação mais longa - 30 minutos - enquanto que Colors, de Damien Hirst, não foi além dos 30 segundos.
Poderemos justificar unicamente estes resultados com a explicação usual de que o homem comum não tem educação nem sensibilidade suficientes para compreender as produções das elites vanguardistas? O Tate Britain, apesar de popular, não é um museu que atraia hordas de turistas, interessados ou não em Arte, como por exemplo, o Bristish Museum. O seu público é, no geral, bem informado. Dá que pensar... aqui fica o artigo para quem o quiser ler e tirar as suas próprias conclusões.
E estas foram as conclusões: as pessoas gastavam, em média, 5 segundos em frente de obras de artistas contemporâneos conceituados como Damien Hirst ou Tracey Emin, em contraste com vários minutos passados a visionar a arte mais tradicional, de séculos idos. Ophelia, de Millais, foi o quadro que obteve a observação mais longa - 30 minutos - enquanto que Colors, de Damien Hirst, não foi além dos 30 segundos.
Poderemos justificar unicamente estes resultados com a explicação usual de que o homem comum não tem educação nem sensibilidade suficientes para compreender as produções das elites vanguardistas? O Tate Britain, apesar de popular, não é um museu que atraia hordas de turistas, interessados ou não em Arte, como por exemplo, o Bristish Museum. O seu público é, no geral, bem informado. Dá que pensar... aqui fica o artigo para quem o quiser ler e tirar as suas próprias conclusões.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
A romântica rebelde
Aurore Dupin, mais conhecida por George Sand, nasceu neste dia, há 207 anos, em Paris. Aclamada por nomes como Balzac, Flaubert ou Lizst, esta mulher das letras procurou sempre viver livre das rígidas convenções sociais da sua época. O seu comportamento e as suas produções literárias e ensaísticas geravam controvérsia. É por demais conhecido o escândalo que causava ao percorrer as ruas de Paris vestida como um homem e a fumar em público.
"Não consigo expressar o prazer que me davam as minhas botas. Com aquelas solas revestidas a ferro, sentia-me firme a andar pelas ruas e corri Paris de uma ponta a outra. Dava-me a sensação de que poderia dar a volta ao mundo. Com aquelas roupas não temia absolutamente nada." - (em Histoire de Ma Vie).
A sua agitada vida sentimental - ficaram célebres as suas ligações com Alfred de Musset e Frederic Chopin, entre outros - foi condenada pela sociedade. Baudelaire dizia dela: "o facto de haver homens capazes de se apaixonarem por esta prostituta só prova a decadência dos homens desta geração."
De temperamento livre e independente, George Sand escreveu aos seus críticos: "Um dia o mundo compreender-me-á. Mas se esse dia não chegar, não importa. Terei aberto o caminho para outras mulheres."
domingo, 26 de junho de 2011
Calor
O sol a prumo sobre a praça parada...
As janelas têm as portadas fechadas à quentura.
Dentro das casas a vida está suspensa.
À sombra abafada de uma árvore,
um cão vagabundo dormita estendido,
e garotos brincam pacíficos e silenciosos.
Detrás dos balcões das casas comerciais,
os caixeiros bocejam e enxotam as moscas,
enquanto os patrões lêem os jornais e bocejam,
passando os lenços pelas frontes suadas.
Na torre da igreja, o relógio atrasado
dá uma hora vaga que ninguém espera...
A água cai do chafariz inútil...
Alberto de Serpa (1906-1992)
Emmerico Nunes (1888-1968), Sines, 45º à sombra
As janelas têm as portadas fechadas à quentura.
Dentro das casas a vida está suspensa.
À sombra abafada de uma árvore,
um cão vagabundo dormita estendido,
e garotos brincam pacíficos e silenciosos.
Detrás dos balcões das casas comerciais,
os caixeiros bocejam e enxotam as moscas,
enquanto os patrões lêem os jornais e bocejam,
passando os lenços pelas frontes suadas.
Na torre da igreja, o relógio atrasado
dá uma hora vaga que ninguém espera...
A água cai do chafariz inútil...
Alberto de Serpa (1906-1992)
Emmerico Nunes (1888-1968), Sines, 45º à sombra
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sábado, 25 de junho de 2011
África Austral
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Happiness
Dai-me um dia branco, um mar de beladona
Um movimento
Inteiro, unido, adormecido
Como um só momento.
Eu quero caminhar como quem dorme
Entre países sem nome que flutuam.
Imagens tão mudas
Que ao olhá-las me pareça
Que fechei os olhos.
Um dia em que se possa não saber.
Sophia de Mello Breyner
Um movimento
Inteiro, unido, adormecido
Como um só momento.
Eu quero caminhar como quem dorme
Entre países sem nome que flutuam.
Imagens tão mudas
Que ao olhá-las me pareça
Que fechei os olhos.
Um dia em que se possa não saber.
Sophia de Mello Breyner
terça-feira, 21 de junho de 2011
O existencialista
No dia 21 de Junho, em 1905, nascia o filósofo, escritor e crítico francês Jean-Paul Sartre.
"O homem não é nada mais do que aquilo que faz de si próprio."
"O homem não é nada mais do que aquilo que faz de si próprio."
sábado, 18 de junho de 2011
pequenas memórias
de José Saramago (16 de Novembro 1922 - 18 de Junho 2010)
José Saramago, As Pequenas Memórias, Caminho, 2006 (texto com supressões)
(...) No lado direito do mesmo andar (ainda não saímos da Rua Padre Sena Freitas) morava uma família composta de marido e mulher, mais o filho de ambos. Ele era pintor numa fábrica de cerâmica, a Viúva Lamego, ali ao Intendente. A mulher era espanhola, não sei de que parte de Espanha, chamava-se Carmen, e o filho, um garotito loiro, teria, por esta altura, uns três anos (é assim que eu o recordo, como se nunca tivesse crescido durante o tempo que ali vivemos). Éramos bons amigos, esse pintor e eu, o que deverá parecer surpreendente, uma vez que se tratava de um adulto, com uma profissão fora do comum no meu minúsculo mundo de relações, enquanto eu não passava de um adolescente desajeitado, cheio de dúvidas e certezas, mas tão pouco consciente de umas como das outras. O apelido dele era Chaves, do nome próprio não me lembro, ou nunca o cheguei a saber, para mim foi sempre, e apenas, o Senhor Chaves. Para adiantar trabalho ou talvez para cobrar horas extraordinárias, ele fazia serão em casa, e era nessas alturas que eu o ia visitar. (...) Eu gostava de o ver pintar os barros, cobertos de vidrado por fundir, com uma tinta quase cinzenta que, depois da cozedura, se transformaria no conhecido tom azul deste tipo de cerâmica. Enquanto as flores, as volutas, os arabescos, os encordoados iam aparecendo sob os pincéis, conversávamos. (...) um dia levei-lhe uma quadra ao jeito popular que ele pintou num pratinho em forma de coração e cuja destinatária seria a Ilda Reis, a quem começara a namorar. Se a memória não me falha, terá sido esta a minha primeira "composição poética", um tanto tardia, diga-se em abono da verdade, se pensarmos que eu ia a caminho dos dezoito anos, se não os havia cumprido já. Fui felicitadíssimo pelo amigo Chaves, que era de opinião que deveria apresentar-me a uns jogos florais, esses deliciosos certames poéticos, então muito em voga, que só a ingenuidade salvava do ridículo. O produto do meu estro rezava assim: "Cautela, que ningúem ouça / O segredo que te digo: / Dou-te um coração de louça / Porque o meu anda contigo." Reconheça-se que eu teria merecido, pelo menos, a violeta de prata... (...)
José Saramago, As Pequenas Memórias, Caminho, 2006 (texto com supressões)
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Jeanne d' Arc
Neste dia, há 682 anos, Joana d' Arc vencía a Batalha de Beaugency.
Et Jeanne, la bonne Lorraine
Qu'Anglais brûlèrent à Rouen;
Où sont-ils, où, Vierge souvraine?
Mais où sont les neiges d'antan?
Et Jeanne, la bonne Lorraine
Qu'Anglais brûlèrent à Rouen;
Où sont-ils, où, Vierge souvraine?
Mais où sont les neiges d'antan?
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
Odisseia
Entre ontem e hoje, Leopold Bloom vive a sua odisseia.
Deixo a imagem da capa da 1ª edição, em 1922.
Deixo a imagem da capa da 1ª edição, em 1922.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Eclipse
Hoje, por volta das 21.15h, surgirá a Lua Cheia, mas eclipsada. Tendo já entrado na penumbra a partir das 18.20h, por volta das 22h termina o seu eclipse total. O Observatório Astronómico de Lisboa tem entrada livre, a partir das 20.30h, para todos aqueles que quiserem assistir ao fenómeno e ouvir as explicações dadas pelos astrónomos.
Festival de Sintra
No próximo dia 24 de Junho, abre a 46ª edição do Festival de Sintra. Este ano são evocados Franz Liszt (bicentenário do nascimento) e Gustav Mahler (centenário da morte) - figuras importantes do Romantismo musical do séc. XIX. De assinalar ainda o destaque dado ao português José Vianna da Motta (1868 - 1948), discípulo da escola pianística de Liszt.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Versus
Grito
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